Justino
Ubakka tem escrito letras de músicas para vários cantores moçambicanos
O jovem
cantor moçambicano Justino Ubakka começa a ser muito requisitado para compor
letras de alguns artistas renomados em Moçambique. Tal é o caso de Marllen, que
deixou a composição das suas últimas seis músicas na responsabilidade de
Ubakka. As letras dos sucessos “filho” e “ser mãe” são disso exemplo.
Mas, não é
apenas a cantora Marllen que se rendeu a escrita de Ubakka. “Phandar”, da
cantora Liloca, e “Pai”, de Gabriela, também são frutos da sua gigantesca
criatividade. E a lista de cantoras que apostam nas composições do jovem é
extensa, não se reduz aos já mencionados.
Diante deste
sucesso, questionamo-lo qual era a receita para escrever bem e ser requisitado
por músicos com mais experiência que ele. Ubakka não se fez de rogado,
revelou-nos que é resultado da sua bagagem musical, bem como dos ensinamentos
cristãos que recebeu da sua da família.
“Eu ouvi
muita música ligeira e cresci numa família cristã, então isso se reflecte nas
minhas letras”, revelou.
Entretanto,
o cantor não se limita a compor letras, também faz a direcção artística das
músicas que partilha com os outros músicos.
Aproveitando
a oportunidade, procuramos saber do cantor os planos para 2017. Ubakka diz
estar a finalizar a sua primeira obra discográfica, “Sunangai”, cuja promessa
de lançamento dista desde ano passado.
Para
justificar a demora do lançamento, Ubakka socorreu-se ao seu nível de exigência
e na dispendiosidade da produção. “Sou muito perfeccionista. Já regravei várias
vezes algumas músicas. Fora isto, é muito caro fazer um álbum. Mas, graças a
Deus, tenho gente que me apoia e isso já está ultrapassado. Então, ainda este
trimestre lanço o CD”, justificou-se com algum detalhe.
Para além do
álbum, Justino Ubakka pretende lançar mais vídeos e fazer outras parcerias. O
cantor vem lançando um vídeo por ano e desta vez pretende alargar o número:
lançar, no mínimo, três por ano. E os duetos – outra aposta – serão com grandes
vozes como Txakaze, Cuca, Deltino Guerreiro, entre outras vozes.
E no final
da conversa, Ubakka deixou escapar que anseia interpretar composições de outros
artistas. Essa curta declaração deixou evidente que não tem um espírito egoísta
que a música não pode ser vista como uma ilha.
“Sonangai”: O grito de guerra
“Sonangai” é
um trabalho que vai ter 12 faixas e explora ritmos como afro-pop, gospel, soul
music (à moda antiga) e marrabenta. “Sonangai” foi o nome que lhe facilitou a
difícil missão de procurar um título para o CD, a “dor de cabeça” que atormenta
muitos artistas. Na verdade, segundo contou ao “O País”, ano passado, tudo
partiu de uma brincadeira no dia em que gravava a música “Filho”, de Marlene.
De repente, gritou assim: “Sonangai!”. E ficou...

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