O
FERROVIÁRIO da Beira sagrou-se vencedor absoluto dos Campeonatos
Nacionais de Natação de Inverno, evento que terminou domingo naquela
urbe.
Os
“locomotivas” destacaram-se em masculinos e femininos conquistando os
“Nacionais” com uma margem de vantagem retumbante em relação aos
restantes concorrentes.
O
Ferroviário da Beira amealhou um total de 1.456 pontos, ultrapassando
os seus homónimos de Maputo e Nampula, que ficaram em segundo e terceiro
lugares, respectivamente com 444 e 156.
A
vitória dos “locomotivas” do Chiveve deveu-se em grande medida, ao
facto de terem levado consigo maior número de nadadores (perto de 40)
enquanto anfitriões, isto relativamente às equipas visitantes, algumas
das quais participaram com menos de 10. Para além da ausência, por
motivos de ordem financeira, das grandes equipas da capital, senão do
país, nomeadamente o Golfinhos, que era campeão em título, e Tubarões,
mais o Naval.
Na
pontuação individual, os nadadores Dilza da Bete e Alane Tamele, nas
categorias de infantis e iniciados, ambos do Ferroviário da Beira,
contribuíram com maior pontuação ao somar 108 e 117 pontos cada.
Falando
na cerimónia de encerramento, o presidente da Federação Moçambicana de
Natação (FMN), Fernando Miguel, disse que foi alcançado o objectivo,
visando a realização dos “Nacionais” de Inverno fora de Maputo.
Na
ocasião, a fonte enalteceu o esforço empreendido pelos clubes, que
apesar das dificuldades do momento, participaram no evento, nomeadamente
os Ferroviários da Beira, Maputo e Nampula, Náutico da Beira e uma
equipa representando a província de Tete.
Mas
lamentou por outro lado, a ausência por várias razões, das outras
equipas, anotando que a federação que dirige tinha conseguido apenas 30
porcento de desconto nas passagens aéreas.
A
fonte revelou que a situação político-militar prevalecente no país
contribuiu grandemente para a fraca participação dos clubes no evento.
“A
federação minimizou as condições para o transporte aéreo, assegurando a
participação de 10 atletas por cada clube. Advertimos que as
implicações seriam graves para os nadadores federados, uma vez que é
através deste tipo de eventos que constituímos a Seleção Nacional”,
referiu o presidente da FMN.

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